Entenda as Obrigações Regulatórias que Mais Geram Autos de Infração para SCDs e SEPs

Entenda as Obrigações Regulatórias que Mais Geram Autos de Infração para SCDs e SEPs

Entenda as Obrigações Regulatórias que Mais Geram Autos de Infração para SCDs e SEPs

20.02.2026

As Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs) surgiram como modelos inovadores no sistema financeiro, mas isso não significa menos regulação. Pelo contrário: o Banco Central do Brasil (BCB) exige dessas instituições um alto nível de conformidade regulatória, controles internos e governança.

Na prática, muitos autos de infração aplicados a SCDs e SEPs não decorrem de fraude intencional, mas de falhas operacionais, descuidos formais ou falta de monitoramento contínuo das obrigações regulatórias. Entender onde estão esses riscos é essencial para evitá-los.


1. Falhas em Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD/FT)


PLD/FT continua sendo o principal foco fiscalizatório do BCB. Entre os problemas mais recorrentes estão:

  • Cadastro incompleto ou desatualizado de clientes (KYC);

  • Ausência ou fragilidade na classificação de risco;

  • Monitoramento ineficaz de operações atípicas;

  • Falta de comunicação tempestiva ao COAF;

  • Política de PLD/FT genérica, sem aderência à operação real da instituição.

O Banco Central avalia não apenas se a política existe, mas se ela funciona na prática e se está alinhada ao porte, ao risco e ao modelo de negócio da SCD ou SEP.


2. Descumprimento de Obrigações de Governança e Controles Internos


Outro ponto frequente de autuação é a estrutura de governança. Problemas comuns incluem:

  • Falta de definição clara de papéis e responsabilidades;

  • Inexistência ou fragilidade das funções de compliance e gestão de riscos;

  • Ausência de registros formais de decisões e controles;

  • Não realização de revisões periódicas de políticas internas.

Para o BCB, não basta “ter alguém responsável”: é necessário comprovar independência, autonomia e atuação efetiva dessas funções.


3. Inconsistências em Informações e Reportes ao Banco Central


SCDs e SEPs possuem diversas obrigações de envio de informações ao regulador. Autos de infração costumam ocorrer por:

  • Atrasos no envio de informações obrigatórias;

  • Dados inconsistentes ou divergentes;

  • Falta de rastreabilidade das informações reportadas;

  • Desalinhamento entre dados operacionais e dados regulatórios.

Mesmo erros considerados “formais” podem gerar penalidades, especialmente quando são recorrentes ou indicam falhas estruturais de controle.


4. Políticas e Procedimentos Desatualizados ou Meramente Formais


Um erro comum é tratar políticas como documentos estáticos. O BCB observa com atenção:

  • Políticas desatualizadas em relação às normas vigentes;

  • Procedimentos que não refletem a operação real;

  • Falta de revisão periódica documentada;

  • Ausência de treinamento e disseminação interna.

Quando a política existe apenas “no papel”, o risco de autuação aumenta significativamente.


5. Falta de Evidências e Registros para Fiscalização


Durante processos de supervisão, o regulador exige evidências claras de que os controles funcionam. Autos de infração frequentemente decorrem de:

  • Falta de histórico de decisões;

  • Ausência de registros de monitoramento;

  • Inexistência de trilhas de auditoria;

  • Dificuldade em comprovar cumprimento de obrigações.

Mesmo quando a instituição atua corretamente, a falta de evidência documental pode resultar em penalidades.


Como a Lawers e a Lawyn apoiam a conformidade regulatória de SCDs e SEPs


Evitar autos de infração exige mais do que conhecer a norma: é necessário transformar exigências regulatórias em processos claros, controláveis e auditáveis.

A Lawers atua com expertise jurídica e regulatória, apoiando SCDs e SEPs na interpretação das normas do Banco Central, na estruturação de políticas, na governança, em PLD/FT e na prevenção de riscos regulatórios.

A Lawyn complementa essa atuação com tecnologia, oferecendo uma plataforma que centraliza controles, políticas, registros, evidências e obrigações regulatórias, facilitando o monitoramento contínuo e a preparação para fiscalizações.

A união entre conhecimento regulatório especializado e tecnologia aplicada permite que a conformidade deixe de ser reativa e passe a ser estratégica, reduzindo riscos, custos e exposição a autos de infração.